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Na pele do designer

Li hoje uma que não resisti a traduzir. Na verdade já é uma sequela da lista publicada um ano atrás no mesmo blog (talvez ainda venha a traduzir…): são as novas 25 experiências pelas quais qualquer designer gráfico passa antes de se poder considerar digno desse título (25 MORE reasons You Might Be A Hardcore Graphic/Web Designer). Sem mais demoras ai ficam elas (na verdade só quem se rever nelas vai entender… tipo inside joke):

  • Já teve um cliente que pensava saber mais de design do que você;
  • Os seus clientes pagam-lhe pela sua experiência e orientação mas já lhe calhou um “daqueles” que recusa a única opinião que pagou para ouvir (a sua);
  • Teve um cliente que insistiu em usar a fonte “Papyrus”, tendo portanto tido que segurar bem o almoço para não haver acidentes no momento de preparar o layout para a impressão;
  • Pediu ao cliente um logo vectorizado e, em vez disso, recebeu uma imagem tirada de um site com uma resolução de 72 dpi;
  • Já usou tipografia como textura;

  • Não tem um fonte favorita porque do que gosta mesmo é Tipografia, não as fontes. Escolher uma fonte favorita seria como escolher um filho preferido: simplesmente errado;
  • Colecciona no disco duro tantas gratuitidades da rede quanto pode, à espera do dia em que surja o projecto em que lhes possa realmente dar uso;
  • Prefere uma fonte dada a um depósito de gasolina oferecido;
  • É difícil falar de frustrações profissionais com um grupo de amigos pois não fazem a mínima ideia do que sejam “Vector” ou “DPI”;
  • Já teve um cliente que lhe pedisse para “tornar o logo maior”;
  • Já teve um cliente que lhe pedisse para “encher o espaço vazio”;
  • Já aprendeu a sobre-valorizar projectos de web design pois a maioria dos clientes são mais picuinhas com os seus sites que uma adolescente a escolher vestuário para o “baile de finalistas”;
  • Metade do seu tempo é desperdiçado pelo terrível hábito dos clientes em adiar tanto; (nesta discordo bastante, por acaso acho que a tendência será inversa)
  • Conhece atalhos no teclado que combinam quatro teclas;
  • Perdeu horas de trabalho pois decidiu começar tudo de novo e estava tão entretido a criar fazer um “Save” seria a última coisa a atravessar-lhe o espírito;
  • Já fez “Live-trace” a alguma coisa; (pwa, esta só funciona em inglês)
  • Passa mais tempo por semana a ver folios de CSS do que num ginásio;
  • A única coisa que o faria mais feliz que a demissão (e proibição!) do IE6 seria paz no mundo;
  • Já fez de tudo para convencer um cliente a não usar uma intro em Flash;
  • Tem no disco duro fontes suficientes para usar uma por dia durante, aproximadamente, uma década;
  • Sabe, implicitamente, o significado de a “Flourish”; (suponho que se tratem de ornamentos)
  • Preocupa-se tanto com o “espaço negativo” (ou vazio) como com a área de conteúdo;
  • Recebe frequentemente chamadas de amigos e família a pedir os seus serviços, gratuitamente ou quase, em certos casos regularmente demais;
  • Já teve um cliente que, apesar de não saber minimamente o que é um site, exige um que ele próprio possa actualizar;
  • Nunca está mais do que 99% satisfeito com os seus resultados finais, tudo poderia ser melhorado (especialmente quando o prazo aperta).

Enfim, relembro que não fui eu que as apontei e que também não é minha intenção agredir ou humilhar o “pobre cliente”. Coisas de designers é mesmo assim: meio elitista…

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