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terapia 3-11-08

Estágios risíveis

Quem lida comigo de perto sabe o quanto me preocupa o futuro profissional na área do design, principalmente no panorama nacional. É evidente que à área não é ainda atribuído o justo valor, tanto em termos de orçamento como em termos de real utilidade.

Pois muito me ri quando ao ler os já habituais links diários do pedamado é levantada a seguinte situação no cargadetrabalhos:

A Winicio oferece dois estágios não remunerados a recém licenciados nas áreas de Design de Comunicação ou similar.

Precisamos de cromos que dominem, ou estejam a caminho, os adobes: photoshop (maquetização e pós produção), illustrator (desenho vectorial e arte-finalização) e indesign (paginação e produção editorial) e ainda damos preferência a conhecimentos de modelação e animação 3D.

Se os estágios correrem bem, podem sempre ficar por cá a fazer um estágio profissional.

Se os estágios profissionais ….

Onde será que isto vai parar? Um estágio para conseguir um estágio… Enfim, estou perfeitamente de acordo com a ideia do Pedro, não só propostas destas deviam ser prontamente recusadas como tidas por brincadeiras de péssimo gosto, responsáveis pela falta de dinamismo no mercado nacional. Afinal, mais uma vez em consonância com o Pedro, trabalhar para aquecer mais vale fazê-lo por conta própria…



Comentários
  1. 4/Novembro/08 às 7:50

    Infelizmente esta situação vem alimentar a ideia já existente que “para receberes uma febra terás que dar o porco , primeiro.”
    Mas eu, que sou dos que lidam contigo de perto, acredito no futuro. E acredito que não tenhas que passar obrigatoriamente pelas mãos desses “ch—-”, que se aproveitam da posição de necessidade e dependência e incerteza inicial de quem começa.

  2. 2/Dezembro/08 às 17:21

    Olá! Eu estou numa situação destas. Ando à espera de um estágio curricular perfeito para as minhas habilitações na área de multimédia e computação gráfica.
    Pela única newsletter que recebo de anúncios para a minha área, os pedidos são sempre muito semelhantes para o distrito do Porto. Sempre sem profissionalismo nenhum, não se entende bem onde querem chegar com os anúncios - se é para promover a empresa, ou simplesmente fazer-nos perder tempo a responder. No final, quase nunca respondem. Mas que má educação!
    Felizmente tenho me safado bem com trabalhos freelancer, sempre melhor do que andar a submeter-me a cargos miseráveis que vão aparecendo aqui pela minha beira. No final do curso, coloco a forte hipótese de emigrar. Uma porra, porque lá no fundo não era isto o que queria….

  3. 5/Dezembro/08 às 16:43

    Pois é Pedro, isto assim complica-se… é certo que emigrar é uma hipótese a ter em conta, mas por algum lado a mudança tem de começar: há que demonstrar o real valor e potencial destas actividades na economia e sociedade, o que não é fácil quando os recursos são poucos e a receptividade fraca.. Enfim…

    Os melhores sucessos pela frente, e obrigado pelas palavras!



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