O método alternativo e as novidades por ele introduzidas na arte e ciência.

Introdução

Antes das geometrias não euclidianas

Nascimento das geometrias não euclidianas

Geometrias não euclidianas

Geometrias não euclidianas e a arte

Conclusão

Bibliografia

I. Introdução

Na sucessão da mudança de sistema de artes, fenómeno que se pode dar por terminado no fim do século XVIII, não só se altera o estatuto do artista como a concepção de obra de arte. Novas ideias surgem neste ambiente fértil, agora liberto do dogmatismo da Igreja que projectou a sua ideologia (sombra?) durante toda a Idade Media.

Estas inovações acontecem em todos os ramos da sociedade, sobretudo na arte e na ciência e, contra todas as aparências, talvez não devêssemos separar tão prontamente estes dois campos. Na Antiguidade o conceito de arte não impunha esta divisão e englobava qualquer conhecimento técnico, desde fazer sapatos a escrever poemas e esta fissura deve-se à actual tendência para remeter qualquer actividade humana para as respectivas esferas da economia, politica, sociologia e arte. De facto, vivemos numa sociedade que pela especialização dos seus membros acaba por aumentar o fosso existente entre as diversas disciplinas ao mantê-las num estudo isolado e quase contraditório.

Destas inovações interessa-me especialmente para esta reflexão o aparecimento das chamadas Geometrias Não Euclidianas, no século XIX, que vêm, como o nome indica, por em questão a concepção euclidiana até então dominante. É preciso compreender que este foi um marco importantíssimo que alterou completamente a maneira de ver e estar. É certo que não foi uma coisa instantânea, antes pelo contrário, a principio foi uma ideia muito mal vista, mas a verdade é que para hoje analisar correctamente muita da arte que é produzida será necessário voltar atrás e assimilar estas noções pois são numerosos os artistas que delas se embebem.

Assim, sem mais demoras, voltemos atrás no tempo. Ler a continuação...