CSS Reset e 960

Qualquer monitor moderno suporta uma resolução de pelo menos 1024 x 768 pixeis. 960 é divisível por 2, 3, 4, 5, 6, 8, 10, 12, 15, 16, 20, 24, 30, 32, 40, 48, 60, 64, 80, 96, 120, 160, 192, 240, 320 e 480. Isto faz dele um número altamente flexível para ser trabalhado.
Esta é a fundamentação desta grelha que acaba por surgir como framework de css. Sou sincero, nunca experimentei trabalhar com nenhuma mas são tentadoras (pelo menos para quem gosta de fundamentos racionais). A 960 é uma das mais aplicadas, já antes falara da Typogridphy, e a verdade é que os resultados nunca são desagradáveis (apesar de uniformizados de certa forma).

Mais interessante ainda, e é quase assunto de puristas, é aquilo a que se chama CSS Reset. Na verdade representa até um possível primeiro passo na direcção de uma página igual em todos os browsers (quem não conhece as dificuldades com o IE…): todos os browsers estão naturalmente munidos de uma folha de estilos “por defeito”, sendo essa uma das principais razões para as diferenças de renderização, e o que o CSS Reset faz é justamente declarar uma folha de estilos própria. Por outras palavras, uma página com CSS Reset será, à partida, representada da mesma forma em todos os browsers pois são abolidos os “preconceitos” do mesmo.
Existem várias versões ou teorias sobre esta ideia no sentido de a tornar eficaz lógica e concisa mas, definitivamente, a mais estabelecida parece ser a de Eric Meyer, utilizada por muitos como ponto de partida para qualquer webdesign.
Mais uma vez não posso dizer que tenha testado concretamente mas já sei também de outras vozes que se opõem à técnica. Em contra-partida existe uma versão minimal da ideia que já tenho usado e que se limita às duas linhas que se seguem (no topo da folha de estilo):
* {
padding: 0;
margin: 0;
}
Para quem quiser mais sobre o assunto recomendo ainda este artigo em inglês (ver também os Related Articles no fim), com várias versões comentadas.